Jundiaí / SP - quarta-feira, 18 de julho de 2018

Dislipidemias

Dislipidemia




A dislipidemia é o aumento anormal da taxa de lipídios no sangue. Representa um importante fator de risco para o desenvolvimento de lesões ateroscleróticas que podem causar a obstrução total do fluxo sangüíneo e apresenta altos índices de mortalidade.

As dislipidemias podem ocorrer por causa do aumento do triglicérides (TGs) - (hipertrigliceridemia isolada), aumento do colesterol (hipercolesterolemia isolada) ou por uma combinação das duas (dislipidemia mista). Pode ainda ser causada pela redução do HDL ou aumento dos TGs ou LDL-C.

De acordo com a Associação Médica Brasileira, existem dois tipos de dislipidemia:

  • a primária, que tem origem genética e se apresenta a partir da  hipercolesterolemia familiar, da dislipidemia familiar combinada, da hipercolesterolemia poligência, da hipertrigliceridemia familiar e da síndrome de quilomicronemia;
  • e a secundária, com origem em medicamentos, como diuréticos, betabloqueadores e corticosteróides como conseqüência de doenças, como o hipertiroidismo e a insuficiência renal crônica ou em situações como o alcoolismo e uso de altas doses de anabolizantes. 
Sintomas e prevenção:


As dislipidemias podem causar: ateriosclerose, angina pectoris, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência vascular periférica, entre outras.

Porém, muitas dislipidemias são assintomáticas e suas conseqüências não são menos sérias. Por isso, pacientes que se enquadrem na classificação da Associação Médica Brasileira devem se precaver e fazer exames de rotina. Essas alterações são detectáveis em exames de sangue.

O risco da ateriosclerose é avaliado analisando-se os fatores de risco e os agentes causais. Entre os fatores de risco estão:

  • o fumo;
  • a hipertensão arterial sistêmica;
  • o colesterol HDL-C menor que 40 mg/Dl;
  • o diabetes;
  • a idade (maior ou igual a 45 para homens, maior ou igual a 55 para mulheres);
  • o histórico familiar (parentes de primeiro grau com menos de 55 e mulheres com menos de 65 anos).

Desconta-se dos valores de risco acima o percentual de HDL-C quando ele for maior que 60 mg/dl. Ele é considerado um protetor contra a dislipidemia causadora da ateriosclerose.

Os portadores das dislipidemias primárias são definidos como pacientes de alto risco para a ateriosclerose.

Nem sempre é possível prevenir, já que podem ter origem genética, mas, mesmo nestes casos, os médicos aconselham a Mudança do Estilo de Vida, o que chamam de terapia MEV.

A MEV começa com a mudança na alimentação. A terapia nutricional é importante para evitar o consumo exagerado de gordura e o conseqüente acúmulo de lipídeos nas paredes de veias e artérias.

Entre as recomendações alimentares:

  • redução dos alimentos de origem animal, os óleos de coco e de dendê,nos quais os índices de colesterol e AGS são mais altos;
  • maior ingestão de alimentos com Ômega-3:  peixes de águas frias, como o cavalinha, a sardinha e o salmão, e óleos de soja e canola;
  • ingestão de vegetais e fibras solúveis – que ajudam na eliminação do colesterol;

Outro fator que contribui para a aterosclerose é o sedentarismo. A prática regular de exercícios físicos previne a formação das placas, melhora a condição cardiovascular, reduz a obesidade e o estresse e influencia beneficamente a pressão arterial.

Por último, e não menos importante, é o combate ao tabagismo. O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer recomendam, para este fator de risco, o tratamento em duas etapas: a abordagem comportamental e a farmacoterápica.

 

Tratamentos:




Vários medicamentos são indicados para o tratamento das dislipidemias. As vastatinas ou estatinas são indicadas para reduzir o LDL-C em adultos. Os efeitos com este composto diminuem os eventos coronários isquêmicos e a necessidade de revascularização do miocárdio.

A colestiramina é mais indicada para as crianças e como coadjuvante nos tratamentos com as vastatinas. Porém, não pode ser usada nas dislipidemias por hipertrigliceridemia.

Para a hipertrigliceridemia, o tratamento indicado é a base de fibratos. Os fibratos reduzem o risco de eventos coronarianos em homens, aumentam o HDL e reduzem os TGs.

A resposta ao tratamento medicamentoso costuma ser eficaz, principalmente, quando este é associado a um um estilo de vida saudável e focado no combate à doença.