Jundiaí / SP - segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

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Vitamina D pode ter um papel importante na redução da glicemia de jejum, insulina e HOMA-IR em pacientes diabéticos tipo 2, como sugere estudo publicado pelo Diabetology and Metabolic Syndrome


 
Vitamina D pode ter um papel importante na redução da glicemia de jejum, insulina e HOMA-IR em pacientes diabéticos tipo 2, como sugere estudo publicado pelo Diabetology and Metabolic Syndrome

Ao longo da última década, foi relatado que numerosas doenças não-esqueléticas poderiam estar associadas à deficiência de vitamina1 D, incluindo o diabetes mellitus2 tipo2 (DM2). Diferentes estudos forneceram evidências de que a vitamina1 D pode desempenhar um papel funcional na tolerância à glicose3 através dos seus efeitos sobre a secreção de insulina4 e a sensibilidade à insulina4. Este estudo, publicado pelo periódico Diabetology and Metabolic Syndrome, avaliou os efeitos da suplementação5 de vitamina1 D na resistência à insulina6 no DM2.

Cem pacientes com DM2 (70 mulheres e 30 homens), com idades entre 30 e 70 anos, participaram do estudo. Eles estavam em dieta apenas ou em uso de metformina7 como monoterapia ou de metformina7 associada à glibenclamida ou à repaglinida. Os participantes foram avaliados quanto à clínica e a bioquímica. Foram dosadas a insulina4 sérica, a concentração de 25(OH)D e o HOMA-IR (Homeostasis Modelo f Assessment - Insulin Resistance). Todas as medições foram realizadas no início e no final do estudo. Os doentes receberam 50.000 unidades internacionais de vitamina1 D3, via oral, por semana, durante oito semanas. Após análises estatísticas, os resultados foram analisados por meio de ensaios descritivos e uma comparação entre as variáveis foi feita, quando apropriado.

Os dados mostraram melhorias significativas na glicemia8 plasmática de jejum, na insulinemia de jejum e nas médias do HOMA-IR após o tratamento com a vitamina1 D, sugerindo que a suplementação5 de vitamina1 D pode reduzir a resistência à insulina6 em pacientes com diabetes mellitus2 tipo 2.

Fonte: Diabetology and Metabolic Syndrome, volume 5, de fevereiro de 2013

NEWS.MED.BR, 2013. Vitamina D pode ter um papel importante na redução da glicemia de jejum, insulina e HOMA-IR em pacientes diabéticos tipo 2, como sugere estudo publicado pelo Diabetology and Metabolic Syndrome. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/352844/vitamina-d-pode-ter-um-papel-importante-na-reducao-da-glicemia-de-jejum-insulina-e-homa-ir-em-pacientes-diabeticos-tipo-2-como-sugere-estudo-publicado-pelo-diabetology-and-metabolic-syndrome.htm>. Acesso em: 18 mai. 2013.
 
1 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
2 Diabetes mellitus:Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
3 Glicose:Uma das formas mais simples de açúcar.
4 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
5 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
6 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.

 

 

Café pode diminuir o risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 e não está ligado a maior risco para doenças crônicas

 
+1 Alguns estudos já sugeriram que o consumo de café pode aumentar o risco de doenças crônicas. Estudo prospectivo, publicado pelo The American Journal of Clinical Nutrition, examinou a associação entre o consumo de café e o risco para algumas doenças, sugerindo que o consumo de café não aumenta o risco de doença crônica, mas pode estar ligado a um menor risco de diabetes tipo 21.
 
Café pode diminuir o risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 e não está ligado a maior risco para doenças crônicas

Alguns estudos já sugeriram que o consumo de café pode aumentar o risco de doenças crônicas. Estudo prospectivo, publicado pelo The American Journal of Clinical Nutrition, examinou a associação entre o consumo de café e o risco para algumas doenças, incluindo diabetes tipo 21 (DM2), infarto do miocárdio2 (IAM), acidente vascular cerebral3 e câncer4.

Dados de 42.659 participantes do estudo alemão European Prospective Investigation into Cancer4 and Nutrition (EPIC) foram utilizados para avaliar a relação entre o consumo de café e a tendência para desenvolver doenças crônicas. O consumo de café foi avaliado por questionário autoadministrado de frequência alimentar no início do estudo e os dados sobre a ocorrência de doenças crônicas clinicamente verificadas foram coletados por meio de processos ativos e passivos de seguimento.

Durante 8,9 anos de seguimento em média, observou-se 1.432 casos de diabetes tipo 21, 394 de infarto do miocárdio2, 310 de acidente vascular cerebral3 e 1.801 casos de câncer4, como primeiros eventos de qualificação. O consumo de café com cafeína ou descafeinado (≥ quatro xícaras ao dia em comparação com menos de uma xícara ao dia, uma xícara foi definida como 150 ml de café) não foi relacionado ao maior risco para doenças crônicas. O menor risco de diabetes tipo 21 foi associado ao consumo de café com cafeína ou descafeinado, mas as doenças cardiovasculares5 ou o risco de câncer4 não o foram.

Os resultados sugerem que o consumo de café não aumenta o risco de doença crônica, mas pode estar ligado a um menor risco de diabetes tipo 21.

Fonte: The American Journal of CLinical Nutrition, volume 95 de abril de 2012

FDA avalia novo medicamento para obesidade, o QNEXA®CR


 
FDA avalia novo medicamento para obesidade, o QNEXA®CR

Food and Drug Administration (FDA) reunirá os membros e consultores do Comitê de Consulta em Medicamentos Endocrinológicos e Metabólicos para avaliar a eficácia e a segurança de um novo medicamento para emagrecimento, o QNEXA®CR, que associa a fentermina ao topiramato.

QNEXA®CR (controlled release), desenvolvido pela VIVUS Inc., da cidade de Mountain View, na Califórnia, será avaliado pelo comitê do FDA. Se aprovado, será recomendado a pacientes obesos com índice de massa corporal1 (IMC) maior ou igual a 30 kg/m² ou pacientes com sobrepeso2 (IMC maior ou igual a 27 kg/m²) que tenham comorbidades associadas como hipertensão arterial3, diabetes tipo 24, dislipidemia e obesidade5 central (obesidade5 abdominal). As indicações são a perda de peso e a manutenção da perda de peso quando a medicação é usada em conjunto com modificações na dieta e a prática regular de exercícios físicos.

A cápsula consta de uma nova combinação de baixas doses de um tipo de anfetamina, a fentermina (1/8 a 1/2 das doses do mercado) e de um anticonvulsivante, o topiramato (1/16 a 1/4 das doses do mercado). Ambas são drogas já aprovadas nos Estados Unidos, mas precisam da avaliação e liberação do FDA para serem comercializadas em associação. A monoterapia com fentermina é aprovada para uso de curto prazo no tratamento da obesidade5 desde 1959 e o topiramato foi aprovado, em 1996, como monoterapia para o tratamento das convulsões e, em 2004, para uso na profilaxia das enxaquecas6.

A fentermina é um estimulante central que provoca um efeito anorético pela liberação de catecolaminas, como a norepinefrina (também conhecida como noradrenalina) no hipotálamo. Já o topiramato diminui a motilidade gastrointestinal, aumentando a saciedade. Ambos são bons medicamentos quando usados sob orientação médica, mas que podem trazer efeitos colaterais importantes que precisam ser avaliados.

As primeiras análises do QNEXA®CR mostraram como principais efeitos adversos provenientes do tratamento: parestesia7 (17%), boca seca (16,6%), constipação8 (15,1%), infecções do trato respiratório superior (13,5%), nasofaringite (10%) e dor de cabeça (9,8%). Algumas desordens cognitivas como déficit de atenção e memória também foram observadas.

O medicamento estará disponível em três diferentes dosagens caso seja aprovado. Baixa dose (3,75 mg de fentermina/23 mg de topiramato), dose média (7,5 mg de fentermina/46 mg de topiramato) ou dose alta (15 mg de fentermina/92 mg de topiramato).

 Fonte:FDA



 

Sete passos para um coração saudável: publicação da American Heart Association

 

Publicado no periódico Circulation os sete passos da American Heart Association para manter a saúde cardiovascular, o “Life’s Simple 7”, que categoriza a saúde cardiovascular da população em pobre, intermediária ou ideal em cada uma das sete áreas.

A publicação diz que a saúde cardiovascular ideal é definida em um adulto por cada uma das medidas abaixo:

1. Nunca ter fumado ou ter deixado de fumar há mais de um ano.
2. Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo de 25 kg/m² (o IMC é calculado dividindo o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros).
3. Ser fisicamente ativo. As novas recomendações são para a prática de 150 minutos por semana de atividades físicas de intensidade moderada ou 75 minutos por semana de atividade física de intensidade vigorosa para uma saúde ideal.
4. Pressão arterial abaixo de 120 x 80mmHg.
5. Glicemia de jejum abaixo de 100mg/dl.
6. Colesterol total abaixo de 200mg/dl.
7. Dieta saudável. Quatro ou cinco componentes chave da dieta. Para uma dieta de 2000 calorias ao dia, por exemplo, incluir:

  • Pelo menos 4 copos e meio de frutas e vegetais por dia.
  • Pelo menos duas porções de 100 gramas de peixe por semana, preferencialmente peixes como salmão, arenque, cavala, sardinha e truta.
  • Pelo menos uma porção de 30 gramas de grãos integrais ricos em fibras por dia.
  • Limitar a ingestão de sódio a 1500mg por dia.
  • Não beber mais do que um litro por semana de bebidas com adição de açúcar.

Estas medidas serão monitoradas para determinar a prevalência de mudanças no status da saúde cardiovascular de toda a população e verificar o cumprimento do objetivo final.

A American Heart Association espera que estes sete fatores possam melhorar a saúde cardiovascular dos americanos em 20% até o ano de 2020 e também reduzir as mortes por doenças cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais em 20%.

Fonte consultada:
Circulation de 20 de janeiro de 2010 – Publicação da American Heart Association